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Notícias da Soterópolis

A proposta dos meus textos busca fazer uma alusão ao livro Noticias da Bahia- 1850, do francês Pierre Verger, onde ele discorria com um olhar estrangeiro aspectos dos mais diversos da cultura baiana no final do seculo XIX.

 

Em meu tabuleiro, centrarei meus textos na questão da Gastronomia, focando o olhar em cozinheiros e Chefs que tratam de trazer novas possibilidades para a cozinha baiana, alem disso, temas como sustentabilidade e na valorização de produtos locais preparados de forma criativa, outro tema que me anima é a Gastronomia Solidaria.

 

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Sobre Verger

Pierre Verger, pertencia a uma família rica da qual não se sentia parte integrante, mas tentava atender suas expectativas. Aos dezessete anos abandonou os estudos. A idade dos trinta anos marcaria uma mudança em sua trajetória. Verger adquiriu uma máquina fotográfica Rolleiflex, aprendeu técnicas fotográficas com o amigo Pierre Boucher e se lançou no mundo.

 

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Por mais de dez anos viajou por vários países, nos cinco continentes, registrando a diversidade cultural e o homem inserido em seu contexto. A Bahia mudaria seus interesses e, consequentemente, o rumo de sua obra. O culto aos orixás chamava-lhe a atenção. Em 1948, após conhecer os voduns do Maranhão e os xangôs de Pernambuco, aproximou-se do Candomblé, religião com a qual foi se envolvendo gradualmente. Pouco antes de ir para Nigéria e Benin, na África, com uma bolsa de estudos concedida pelo Instituto Francês da África Negra (IFAN), foi iniciado por Mãe Senhora, do Ilê Axé Opô Afonjá, que consagrou “sua cabeça a Xangô por descobrir nele um mensageiro de sua cultura entre a Bahia e a África”, estreitando laços e mantendo vivo o contato entre os dois continentes. Ao longo de trinta anos Verger viveu entre a Bahia e o Golfo do Benin.

 

Foi professor e colaborador visitante em várias universidades, a última em Ifé, Nigéria, no final dos anos 1970, quando parou de viajar. A partir de então, dedicou-se à difusão e à publicação de seus trabalhos. Integrou-se à Universidade Federal da Bahia em 1974, onde foi ator essencial para a instalação do Museu Afro-brasileiro, em 1982, em Salvador.

 

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