chef monica rangel em jerusalem - eliat

Estudar gastronomia em Israel

Em novembro recebi um convite para fazer parte de um grupo de 18 pessoas (composto por EUA, México, Republica Tcheca, Romenia, Maldova e BRASIL) e conhecer Israel e a Ben Gurion University of Eilat. Tudo foi muito bem pensado e eles nos levaram a conhecer primeiro a parte histórica de Israel e com isso nos apaixonarmos pelo Pais. Os 3 últimos dias da viagem se concentraram em Eilat, na universidade e nos locais onde os alunos estagiarão.

 

 

Tudo isso é novidade pois até o momentos eles se concentravam nos estudantes Israelenses e agora estão abrindo para estrangeiros. Tudo é muito organizado e interessante pois o aluno se especializa em culinária Kosher, Vegana e do Oriente Médio, o que no Brasil não se tem com facilidade.

 

Israel tem regiões de deserto no Sul, montanhas cobertas de neve ao norte e considerável região costeira. O país ocupa uma área de 20.700 km². Sua capital é Jerusalém. O tamanho do país pode ser comparado ao estado de Sergipe. A norte de Israel, nasce o Rio Jordão, importante rio para a região, que cruza o país de norte a sul, alimenta o Mar da Galileia e deságua no Mar Morto, o ponto mais baixo do país e do mundo, que está a 426 metros abaixo do nível do mar. Em termos religiosos, 77% era judeus, 16% eram muçulmanos, 4% eram cristãos, 2% eram drusos.

 

KMJerusalémTel AvivHaifaTibériasBeer Sheva
Eilat323328439416246
Beer Sheva89103193231-
Tibérias16013465--
Haifa14595---
Tel Aviv62----

 

 

Primeiro dia da Viagem em Israel

Quando cheguei em Tel-Aviv o grupo convidado para o Famtrip (18 no total) já tinha saído para um City Tour e como tenho “bicho de carpinteiro” não consegui ficar no hotel para descansar um pouco antes do jantar. Saí para caminhar e ver o pôr do sol do Mediterrâneo, que por sinal é maravilhoso.

 

Entre 1948 e 1950, Tel-Aviv foi capital de Israel, mas, por razões políticas, Jerusalém assumiu o posto desde então, mas é em Tel-Aviv que se concentra o maior número de embaixadas e consulados. Não há ruínas nem monumentos religiosos e, por isso, a cidade está mais plugada na diversão (inclusive noturna) e em atrações como museus, teatros e parques bem arborizados. A parte antiga de Tel-Aviv se chama Jaffa (ou Yafo, em hebraico) e fica a cerca de 30 minutos a pé do centro e foi onde tivemos nosso primeiro jantar.

 

 

Acho que por ser o primeiro destino histórico de minha viagem em Israel, Nazaré foi o que mexeu mais comigo. Chegamos no final da tarde Nazaré foi o berço do cristianismo e está situada em um vale no sudeste da Galileia, a 157 quilômetros ao norte de Jerusalém. Historicamente, foi aqui que o Anjo Gabriel anunciou à Virgem Maria que ela geraria uma criança e onde Jesus passou sua infância com os pais e seus meio irmãos e irmãs. Segundo centro de peregrinação mais procurado de Israel (depois de Jerusalém).

 

No local onde Gabriel teria aparecido a Maria, desde 1969 existe a Basílica da Anunciação, um dos pontos mais visitados da cidade (o da foto) – Chorei muito quando vi a gruta em seu interior, o local mais sagrado. Em Nazaré também tem a Igreja de São José, próximo ao convento dos franciscanos e a Igreja de São Gabriel.

 

 

 

Mar da Galileia e Cafarnaum

Diferentemente do que o nome indica, o “mar” é na verdade uma grande lagoa de água doce. Foi lá que Jesus reuniu seus discípulos e realizou boa parte dos milagres bíblicos. Fizemos o passeio de barco no “Jesus Boat”, no Mar da Galileia, perto de onde, segundo a Bíblia, Jesus andou sobre as águas.

 

 

 

 

Ainda às margens do Mar da Galileia, temos Cafarnaum, a cidade que concentrou as pregações de Jesus antes de partir para Jerusalém. Lá, na cidade onde nasceu São Pedro e outros apóstolos, Jesus passava as boas novas na sinagoga. Encontramos também ruínas de duas sinagogas e os restos do que teria sido a casa de São Pedro.

 

 

 

 

Continuando minha viagem por Israel, chegou o momento do local mais complexo do País, que é Jerusalém.  Jerusalém tem um papel importante no judaísmo, Cristianismo e islamismo. O Livro anual de estatística de Jerusalém listou 1.204 sinagogas, 158 igrejas, e 73 mesquitas dentro da cidade. Apesar dos esforços em manter a coexistência pacífica religiosa, alguns locais, como o Monte do Templo, tem sido continuamente fonte de atritos e controvérsias.

 

O muro das Lamentações ou Muro Ocidental é o local mais sagrado e venerado pelos judeus por ser a uma relíquia do último templo. Na verdade, uma pequena parte da muralha que Herodes construiu e no no ano de 70 d.C., Tito destruiu a cidade e este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar às gerações futuras a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação.

 

No período romano, os judeus eram proibidos de entrar em Jerusalém. Mais tarde, no período bizantino, o acesso foi novamente permitido, uma vez ao ano, no aniversário da destruição, para que os judeus pudessem lamentar a dispersão de seu povo sobre as ruínas de seu Templo. Daí o nome “Muro das Lamentações”.

 

muro das lamentacoes

Muro das lamentacoes

 

 

No Shabbat, dia de descanso para os judeus, os mesmos seguem para o Muro para orarem e lerem a Torah, livro sagrado do judaísmo. Neste dia ninguém pode tirar fotos, assim como em dias de feriado. Mulheres e homens devem vestir-se adequadamente para entrarem no muro. Os homens devem usar o quipá e as mulheres devem cobrir joelhos e cotovelos. O local de oração é dividido para homens e mulheres.

 

 

muro das lamentacoes 1

 

 

É muito interessante ver os sinais de devoção ao muro pelos fiéis judeus, que rezam se apoiando no muro e balançando a cabeça em sinal de afirmação, sempre com a Torah em punho. Outra coisa bastante interessante é que, ao final das orações, as pessoas não dão as costas para o muro, em sinal de respeito, e vão andando de costas até ficarem bem distantes, quando então se viram. Atrás do Muro, numa parte mais elevada, está o Domo da Rocha, que já pertence a território muçulmano.

 

 

Parte Muçulmana de Jerusalém

Domo da Rocha

 

Esse magnífico octágono que domina a cidade é o terceiro Santuário mais sagrado do Islã. O pedaço de rocha preta que ele cobre foi uma vez a montanha onde Abraão tentou sacrificar Ismael (não Isaque, como Judeus e Cristãos acreditam), o sítio do Templo de Salomão é o lugar de onde Mohamed partiu em direção aos céus para o seu famoso encontro com o divino – “A Jornada Noturna” .

 

Domo da Rocha

Domo da Rocha

Foram necessários 3 anos para completar o prédio, de 688 a 691, e ele foi construído como uma afronta deliberada a Cristãos e Judeus, cujas crenças o Islã havia imaginado superar. O local tomou emprestado um patrimônio do Judaísmo e seu lugar mais sagrado – o Templo do Monte – o prédio foi construído para ter uma cúpula maior do que a do Santo Sepulcro e os Sírios Cristãos foram forçados a colocar mosaicos na parte interior contendo versos retirados do Alcorão sobre Cristãos mal informados na crença da Trindade.

 

O Domo da Rocha sobreviveu a todos os terremotos até agora, sendo firmemente construído sobre a rocha, e nunca foi destruído, apenas restaurado.

 

O Bairro Cristão

Nosso primeiro ponto de parada no bairro cristão foi a Igreja do Santo Sepulcro, o lugar mais famoso da Terra Santa, onde estão os 3 mais importantes pontos de peregrinação cristã do mundo: o lugar onde acredita-se que Jesus fora crucificado, o lugar no qual seu corpo foi sepultado e a pedra da unção, onde Maria recebeu o corpo de Jesus após Ele descer da cruz.

 

Confesso que me emocionei muito quando entrei na igreja e me deparei com a pedra. Não dá pra descrever o que eu senti em Jerusalem e em todos os outros lugares sagrados que fui. O tempo todo tentava imaginar a dor e sofrimento de Jesus e de Maria, Sua mãe, ao receber o corpo de Seu filho naquela pedra!

 

 

 

Por mais que uma pessoa não seja católica, como é meu caso, é difícil não se emocionar neste lugar! Vi varias pessoas se ajoelharem, beijarem a pedra e passaremos colares, terço sobre ela para servir como um amuleto bento. Depois de várias etapas de destruição e reconstrução de Jerusalém, os fiéis insistiam em não perder os vestígios dos últimos dias de Jesus na Terra.

 

Assim, o local de crucificação (Gólgota) e Sua tumba (Anastasis, que significa”ressurreição”, em grego), mantiveram-se identificados ao longo do tempo, até que um santuário foi construído para proteger estes marcos da história bíblica, sendo destruído e reconstruído várias vezes, até finalmente se reestabelecer no ano de 1149.

 

A pedra da Gólgota é protegida por vidro. Num segundo patamar da igreja, é possível tocar o topo da pedra, acessível por um buraco no solo, onde os fiéis colocam suas mãos num ato de fé e curiosidade. O local onde os fiéis colocam a mão na Gólgota é ornamentado por uma fachada linda, com imagens de Jesus e Maria e muitos candelabros.

 

Das 14 estações da Via Crucis, 9 estão ao longo dos 500 m da Via Dolorosa, estando as 5 últimas dentro da Igreja do Santo Sepulcro. À medida que vamos andando, vamos vendo as estações marcadas na parede. Algumas são representadas por capelas e até conventos.

 

As mais importantes estações da Via Crucis são a III Estação, onde Jesus cai pela primeira vez, a V Estação, onde Simão ajuda Jesus a carregar a Cruz; a VI Estação, onde uma mulher chamada Verônica enxuga o rosto de Jesus. As estações 7 e 9 marcam nova queda de Jesus, devido ao cansaço pelo peso da cruz. Pedra da V Estação, marcando o suposto local onde Jesus se apoiou, devido ao cansaço.

 

 

 

Monte das Oliveiras

Localizado na parte leste da Cidade Velha de Jerusalém, e separando-a do Deserto da Judéia, o Monte das Oliveiras é um dos mais proeminentes locais nas adjacências de Jerusalém mencionadas nas Escrituras Sagradas. Local favorito de Jesus para ensinar seus discípulos e também sagrado para Judeus, Muçulmanos e Cristãos.

 

 

Ao pé da montanha, adjacente à Igreja de Todas as Nações, está o Jardim Getsêmani, onde encontram-se as torres douradas da Igreja Russa Ortodoxa de Maria Madalena. Além do complexo de igrejas adjacentes ao Monte Scopus no lado norte, que inclui a Basílica do Coração Sagrado, a Basílica Eleona e o convento de Pater Noster, está talvez o mais conhecido vasto cemitério que está em frente à Jerusalém. Acredita-se ser este o lugar por onde Deus começará a redimir os mortos quando o Messias chegar, os Judeus sempre procuraram ser enterrados aqui.

 

 

Mar Morto

Caminhando por praias maravilhosas esquece-se que se está 412 metros abaixo do nível dos oceanos, na parte mais profunda do planeta Terra. O índice de salinidade do mar morto é um dos maiores do planeta. Para se ter uma ideia, a média da quantidade de sal nos oceanos é de 35g para cada litro d’água, enquanto no Mar Morto a média é de 300g!

 

 

Por causa disso, além de dificultar a proliferação de formas de vida macroscópicas, o mar morto é denso o suficiente para impedir que um corpo afunde nele, sendo possível boiar facilmente em suas águas.

 

 

Massada

A fortaleza de Massada foi construída cerca do ano 30 a.C, pelo rei Herodes. No início da grande revolta judaica contra Roma, no ano de 68 a.C, o lugar foi conquistado por um grupo de zelotes judeus, e Massada se tornou a última fortaleza da revolta. Lá de cima avista-se o Mar Morto.

 

No ano de 72 d.C. os romanos cercaram Massada e conseguiram alcançar a fortaleza íngreme, depois de construir uma imensa rampa de terra no lado ocidental da montanha. As ruínas da fortaleza de Massada estão bem preservadas, e esta foi reformada num esforço para homenagear tanto o local, quanto os seus habitantes heroicos.

 

 

A estrutura mais impressionante em Massada é o palácio do rei Herodes, localizado na parte Norte do complexo, construído em três terraços de rocha apresenta vista para o desfiladeiro que se encontra abaixo. Perto do palácio há uma grande casa de banhos em estilo romano, com um piso de mosaico colorido e paredes decoradas com murais. Após a morte de Herodes, a fortaleza de Massada foi ocupada por uma guarnição romana que ficou aquartelada ali por quase cem anos.

 

 

Eilat

Cidade de veraneio de Israel, localizada as margens do Mar Vermelho, com hotéis e praias cheios de milhares de israelenses passando as suas férias, e turistas do mundo todo, que vêm relaxar no ponto mais ao sul do país.

 

No inverno a cidade atrai principalmente turistas europeus, que preferem passar as férias em um clima ameno e agradável, enquanto que os israelenses vão aos bandos para a cidade durante o verão. O segredo desta pequena e charmosa cidade é sua localização especial, na parte norte da Baía de Eilat. A combinação do clima quente, com o mar tropical e a paisagem de tirar o fôlego, com montanhas selvagens de granito tornaram a cidade uma pedra preciosa para o turismo, durante todo o ano.

 

 

A baía é uma das atrações principais, graças às lindas praias, ao esporte aquático que é bem desenvolvido no local, e a alguns dos melhores pontos de mergulho no mundo. No sul da cidade de encontra a Reserva de Corais, com seus peixes tropicais esplêndidos nadando entre os recifes. O Observatório subaquático se encontra dentro da reserva, com um museu marinho que exibe coleções de animais marinhos fascinantes. Perto do observatório está o Recife dos Golfinhos, com a sua escola residente de golfinhos.

Na próxima coluna estarei falando sobre as comidas desta região.

 

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