Carpaccio surgiu como remédio para anemia

Assim como muitas outras receitas, o Carpaccio surgiu por um acaso. Foi em um beco sem saída perto da Praça São Marcos, em Veneza. Ali, na Calle Vallaresso nº1232, fica o Harry’s Bar, de Giuseppe Cipriani que, nos seus quase oitenta anos, foi sempre freqüentado por famosos: Orson Welles, Maria Callas, Charles Chaplin, entre muitos outros.

 

 

Cipriani já tinha sua fama por ter inventado alguns drinks especiais para seus convidados, mas nada lhe deu tanto prestígio quanto as lâminas finas de carne crua, acompanhadas de molho à base de mostarda.

 

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Aconteceu em 1950, por um pedido da condessa Amália Nani Moncenigo, que estava sofrendo de anemia e por ordens médicas precisava comer carne crua, rica em ferro. O seu pedido a Giuseppe foi simples, que lhe preparasse algo com carne crua.

 

Não era tarefa fácil. Sobretudo porque havia, nesse tempo, grande preconceito em relação a carnes cruas. Mas seus dotes surpreenderam novamente e a receita acabou sendo um sucesso absoluto. O nome veio em homenagem ao pintor renascentista Vittore Carpaccio (1460-1525), que estava com uma exposição na cidade na época, e é conhecido por usar em todos os seus quadros luminosos tons vermelhos, que lembram o tom da carne crua.

 

Esse exótico prato veio ao Brasil apenas na década de 70. E não só aqui como lá fora já foram criadas inúmeras variações, usando além da carne, peixe, frutos do mar, legumes e até queijo. Além também dos diversos molhos eu não param de evoluir.

 

O segredo está no corte, por isso é preciso usar uma faca afiadíssima, que pode ser de porcelana, para cortar pão, elétrica, ou facas especiais para preparar sushis.

 

Os molhos sugeridos também são os mais variados. O mais tradicional inclui azeite, mostarda, limão, alcaparra, sal e pimenta, além do queijo parmesão.

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