O cafezinho é coado, mas nem todo coado é cafezinho…

O Cafezinho é um ícone brasileiro, que de tão arraigado em
nossa cultura dá o nome para as pausas de todos os dias:
“A Hora do Cafezinho”!

 

 

O café foi uma atividade que teve seu início no Brasil por volta de 1.730 e que rapidamente se espalhou pelas diversas regiões. Ainda antes da chegada da Família Real foragida das tropas napoleônicas, o primeiro centro de produção ficou no Nordeste, dos quais ainda hoje mantém lavouras o Ceará, Pernambuco e Bahia. Depois seguiu rumo ao Sul, fincando raízes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, quando o Rio de Janeiro se tornou a capital no Período Imperial.

 

 

Ensei Neto e o café coado

 

Pó na água fervente, mexendo bem e passando num coador de pano: essa é a forma clássica o original de se preparar o Cafezinho. Aliás, escreve-se com a letra “C” maiúscula quando se tratar desse serviço, pois é um nome. Com “C” minúscula é uma referência genérica.

 


MAIS SOBRE ENSEI

 

 

 


O fato do pó, em geral de moagem fina, ficar um bom tempo em contato com a água fervente, promove uma extração maior da Cafeína & Família, daí a presença na bebida de um amargor tipicamente vegetal, que lembra a do jiló. A trama do coador de pano é mais aberta do que a de um coador de papel, por isso parte dos óleos dispersos na mistura Pó + Água passam para o bule, o que dá uma percepção diferente na boca em relação ao café preparado num coador de papel.

 

 

café coado Ensei Neto e

 

 

O Cafezinho é menos brilhante, digamos assim, do que o Coado em Filtro de Papel, mas é o que representa fielmente o Espírito Brasileiro do Café!

 

Portanto, se for um café preparado em coador de papel, é um Café Coado, mas não é um Cafezinho…

 

 

 

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